
A greve será inevitável se o governo não cumprir com o prometido
Em reunião realizada nesta segunda-feira, 21 de junho, o Termo de Compromisso, entregue ao movimento docente da Uefs, foi assinado pelos representantes do governo.
Nele, o governo do Estado se compromete a instalar a mesa de negociação em 10 de novembro de 2010 para definir os índices e prazos de incorporação da CET, com o pagamento da primeira parcela até março de 2011.
Participaram desta reunião o coordenador da CODES/SEC, Clóvis Caribé, o superintendente de RH da Secretaria de Administração, Adriano Tambone, a representante da Serim, Meire Claudia e Souza, o subsecretário de Educação, Aderbal Castro e os deputados Valdenor Pereira (líder do governo), Marcelo Nilo (Presidente da Assembleia Legislativa) e José Neto (PT). Estiveram presentes a ADUFS, ADUSC, ADUSB e o ANDES SN. Em assembléia na quinta (17), a ADUNEB suspendeu a greve que havia sido deflagrada no último dia 11 de junho e deliberou por rejeitar o Termo e não ir a esta reunião.
Durante a reunião foi decidido que no final de agosto ou início de setembro serão marcadas reuniões técnicas entre representantes do governo e o movimento docente para iniciar as avaliações a respeito dos prazos e índices de incorporação da CET.
Na última assembléia da ADUFS (16), a diretoria propôs a saída do estado de greve no caso do governo assinar o Termo de Compromisso. Entretanto, embora a categoria não esteja mais em estado de greve, se o governo descumprir o prometido, tanto o que está no Termo quanto a promessa verbal de fazer a incorporação integral da CET a partir de 2011 até 2014, esta condição será retomada. Na sua proposta, a diretoria deixou explícito que não está dando nenhum voto de confiança a este governo, pois ele não o merece. Apenas negociando o atendimento da reivindicação da Campanha Salarial.
Para o diretor Jucelho Dantas, “se o governo, mais uma vez, frustrar a expectativa da categoria, a luta será retomada e, então, a greve será inevitável”.
Os compromissos assumidos pelo governo, no Termo e verbalmente, representam, para a diretoria da ADUFS, uma conquista importante. Para Gean Santana, “sem dúvida, se não tivéssemos nos mobilizado e ameaçado com a greve, o governo não teria recuado. Mas, a garantia de que ele cumprirá as promessas está em nossas mãos, nada de arrefecer a luta. Precisamos estar prontos para cobrar do Governo em novembro”.
Quanto às outras reivindicações, relacionadas à progressão e promoção de carreira e à mudança no regime de trabalho, à revogação da Lei 7.176, aos concursos para docentes e técnico-administrativos e ao orçamento, a mobilização vai continuar. Já no próximo 2 de Julho, o Movimento Docente estará no cortejo em Salvador denunciando à sociedade a política do governo Wagner para a Educação Superior. A convocação já está feita! Para os que residem em Feira, a ADUFS providenciará o transporte saindo da UEFS às 7 horas.